Conceito de interface por David Merrill do MIT e apresentado no Ted no passado mês de Fevereiro.
Os Siftables são computadores do tamanho de biscoitos, equipados com sensores de movimento, detecção de vizinhaça, display e wireless.
Cada "caixa" interage com as restantes para formar um único interface: os utilizadores podem manipular fisicamente, empilhar, agrupar e ordenar os dispositivos para interagir com informação e media.
Providenciam uma nova plataforma para implementação de aplicações tangíveis, visuais e móveis.
O Centro de Aplicações Virtuais da Universidade do Estado do Ohio está a desenvolver uma API multitouch que possibilitará o desenvolvimento de aplicações em várias plataformas.
Em vez de teclar, o utilizador arrasta um só dedo sobre o teclado conseguindo resultados de rapidez e eficácia impressionantes. É notável a semelhança entre este modelo de interacção e a própria escrita caligráfica.
O gesto aqui presente, não é um gesto de complexificação, de combinações absurdas de diffícil aprendizagem, mas um gesto de movimento. A grande vantagem do multitouch é ser touch and move, de um modo muito semelhante ao drag and drop.
A interactividade gestual, ao invés de simbólica e convencionada, pode seguir o caminho da acção, da vontade para um fim, manifestada de forma imediata por um movimento de mão, uma coisa simples. Read the rest of this entry »
É interessante compararmos as diferentes abordagens dos três principais laboratórios de investigação na área dos interfaces gestuais. Microsoft, Apple e Perceptive Pixel.Vejam este excelente trabalho da Perceptive Pixel, a empresa fundada por Jeff Han, em 2006, depois do sucesso na TED Talk em Junho desse ano. http://www.ted.com/index.php/talks/jeff_han_demos_his_breakthrough_touchscreen.html
25 anos para salas equipadas com secretárias e quadros de tecnologia ’surface’? Não me parece. A próxima década será o palco da vulgarização do ’surface’.
Na passada sexta-feira, durante a apresentação do meu projecto de dissertação, fui confrontado com uma questão levantada pelo professor e designer Francisco Providência.
Não estarão a computação ubíqua e as tecnologias de superfície como o multi-touch, a alargar ainda mais a dependência do homem para com as máquinas?
Concordo.
O recurso sistemático à tecnologia para a construção de experiências acaba por tornar o humano totalmente dependente do mundo-máquina. Vivemos numa era de verdadeira virtualização e não podemos deixar de reflectir sobre esse fenómeno. Read the rest of this entry »